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Areia Branca – Santos
Cemitério Areia Branca – Fonte: Google Earth
Entrada do Cemitério da Areia Branca - Santos
 

Embora seja a mais nova em atividade do município de Santos (data-se de 1953), aparenta ter mais idade devido ao estado da grande parte dos túmulos e gavetões (ou carneiras) que ali se localizam em TODO o cemitério.
Na entrada, logo de cara, há uma passagem larga que dá direções diversas aos demais cantos do local. É inegável afirmar que neste sentido a Areia Branca supera os demais cemitérios de Santos, mas pára por aí. O que vai ser mostrado a seguir é uma mostra de como o lugar anda deteriorado com conveniência da prefeitura, população e até mesmo de uma grande parcela dos familiares que enxergam Areia Branca como depósito de restos mortais, somente. Nos primeiros metros, os túmulos que ficam à beira dos caminhos principais, incluindo o ponto onde está o tão falado "Menino Onofre" (que dizem que é Santo), até que andam em razoável estado de conservação. Todavia, esse quadro muda drasticamentelogo depois, pois adentrando o cemitério adentro encontram-se: jazigos sem identificação

alguma, maioria depredados na cara dura e sem reparo algum, podendo exalar um forte cheiro de chorume cadavérico em dias de chuva (o que não aconteceu no período em que estivemos lá), gavetões sem registro decente e acimentado de qualquer jeito, fotos de porcelana dos falecidos roubados e deteriorados e o mais grave: abandono e descaso por parte da própria população que pela divisória do cemitério, dá a entender que há uma separação de classes: os que possuíam algum tipo de recursos foram para os "melhores locais" e os demais, tidos como os desfavorecidos economicamente, foram despejados em locais distantes, ou pior: carneiras em horrível estado de conservação. Tanto é que em alguns deles, o quadro é tão desolador que dá repulsa em se aproximar por conta do estado lastimável e deplorável desses locais. Contudo, agravantes que pintam no local: espaços enormes que dariam perfeitamente para praticar futebol de várzea ou gol-caixote e/ou rugby adicionado ao matagal eterno nesses pontos vazios. E sem contar q a prefeitura nesses pontos enterra os indigentes falecidos no município e região, dando aspecto ainda mais de despreparo com a vida humana. Outro detalhe: sobre os restos mortais...Se o parente do defunto não pagar uma taxa municipal anual ou trienal, dependendo da situação da campa, os restos mortais são retirados de forma dantesca e colocados de qualquer jeito no ossuário do cemitério num espaço individual minúsculo. Realmente lamentável.
Finalizando essa resenha, em matéria de arte tumular, Areia Branca merece um zero bem redondo pois nenhum túmulo se destaca ao ponto de ter atrativos como obra de arte tumular e os jazigos são muito comuns, salvo alguns que possuam o título de perpétuo. -
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