Victor Brecheret .
Podemos
considerar Victor Brecheret como sinônimo de São Paulo. A
maioria dos locais paulistanos que circulamos tem a sua marca, uma obra
sua que caracteriza a cidade. |
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O escultor ,e algumas
vezes pintor, nasceu em São Paulo no dia 22 de fevereiro de 1894.
Filho de italianos, Bercheret começou a trabalhar como engraxate
no centro de São Paulo e achou na Rua Barão de Itapetininga
uma revista francesa com obras do escultor Auguste Rodin e ficou encantado
com a vivacidade de suas obras ,a ssim resolveu matricular-se no Liceu
de Artes e Ofícios. Começava assim a história de
um dos maiores escultores do século XX. |
Ele residiu e estudou em Roma de 1913 a 1919 e quando retornou ao Brasil, foi trabalhar em uma das salas do Palácio das Indústrias, convivendo com outros escultores como Rafael Galvez e Nicola Rollo Descoberto por Oswald e Mário de Andrade, Brecheret viu as portas da escultura brasileira se abrirem. Esculpiu em 1920 a célebre obra Cabeça de Cristo motivando Mário de Andrade a escrever Paulicéia Desvairada, livro de concepção modernista e que mais tarde serviria como suporte para a Semana de Arte Moderna de 1922. |
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Já em 1920 Brecheret começara a obra mais famosa de São Paulo, o Monumento às Bandeiras em frente ao Parque do Ibirapuera. Levou 33 anos para ser concluído, pois a obra foi parada diversas vezes com as mudanças de governo. Já com problemas cardíacos, Brecheret pediu para que antecedesse a inauguração do monumento sendo inaugurado em 25 de janeiro de 1953, um ano antes das comemorações do IV centenário da cidade. Além do Monumento às Bandeiras, Brecheret realizou outra obra de grande impacto visual, o Monumento ao Duque de Caxias na Praça Princesa Isabel. A maior obra equestre do mundo e equivalente à altura de um prédio de 12 andares, foi inaugurada em 1960 e tombada em 2004. São dois pequenos exemplos da grandiosidade da obra de Brecheret. No Centro Cultural de São Paulo podemos admirar a obra Eva de 1919 já a Musa Impassível de 1920 ficou exposta durante 80 anos em um túmulo no Cemitério do Araçá e agora é contemplada na Pinacoteca, juntamente com a Portadora de Perfume de 1924. |
Dentre as flores do Largo do Arouche está mais uma de suas crias. Depois do Banho de 1940 é uma mulher de característica exuberante, como toda mulher brasileira. No coração financeiro de São Paulo, precisamente no Parque Siqueira Campos, antigo Trianon, existe um oásis de árvores. Neste oásis está o inquieto Fauno (divindade mitológica protetora da natureza) de 1942 que despertou a ira das mulheres, pois a divindade está semi nua e é uma mutação de homem com animal. E se você estiver no Vale do Anhangabaú, Galeria Prestes Maia, não custa nada ir cumprimentar as sensuais Graça I e II de 1940. |
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Nos cemitérios, Brecheret
também nos deu o prazer de esculpir algumas obras que são
fundamentais para a história da arte tumular. No Cemitério
da Consolação apreciamos uma das obras mais famosas, O Sepultamento
de 1923 que está ornamentando os restos mortais de Dona Olívia
Guedes Penteado. Neste mesmo espaço fúnebre está
o Anjo com um olhar de serenidade e um sorriso angelical. No Cemitério
São Paulo está à última obra de Brecheret,
concluída no ano de sua morte. Ave Maria (Anjos) São dois
anjos com as mãos em reza e ao centro uma grande cruz. |
Neste aniversário Brecheret,
que nos deixou em 17 de dezembro de 1955, completaria 115 anos, mas quem
recebeu os presentes fomos nós. É só andar com calma
que Brecheret vai nos surpreender com suas obras, com a sua história.
A única palavra que podemos expressar neste momento é um
singelo “obrigado”. Obrigado por ter retratado São
Paulo. Obrigado por escrever a história da arte de São Paulo.
Obrigado pelo exemplo de escultor que deixou às futuras gerações. |
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| Autora: Glaucia Garcia de Carvalho - São Paulo Restaurada | |
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