Hitórias de Colonia

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A Historia do Coquinho - Cemiterio Colonia

O bairro de Colônia Paulista, onde está situado o Cemitério de Colônia, é cheio de "causos" que ajudam a contar um pouquinho da história dos imigrantes alemães que colonizaram este pedacinho de terra com cara de cidadezinha do interior, mas que ainda é parte da cidade de São Paulo. Um saudoso morador do bairro contava que antigamente ele sabia quando alguém havia falecido, pois ouvia um coquinho caindo no telhado e rolando até o beiral; quando isso acontecia seu pai, que era o zelador do cemitério já ficava de prontidão e em questão de minutos alguém batia à porta para dar a notícia do falecimento.

 

Eu e o Bento do Portão - História da Denise

Bom vou contar para vocês como foi minha sinistra experiência no túmulo do (Bento do Portão), no cemitério de Santo Amaro.

Era 1993 e eu tinha 16 ou 17 anos, estudava em Santo Amaro e naquele dia não tivemos aula devido a uma greve de ônibus; então sugeri a algumas amigas e amigos que fossemos passear no Cemitério de Santo Amaro. Quando chegamos lá eles logo notaram o túmulo do Bento do Portão e suas inúmeras plaquinhas de agradecimentos pela graça alcançada. A sepultura, mesmo naquela época já era cercada por uma mureta, tendo apenas um corredor por onde se entrava e saía. Entramos, lemos algumas placas, falamos algumas bobagens tipicamente adolescentes e saímos. Enquanto saíamos vimos aquela figura fantasmagórica, uma mulher magérrima, longos cabelos ruivos muito opacos, de uma pele tão branca que chegava a ser acinzentada e olhos verdes sem vida; era uma verdadeira aparição. Cemitérios não me causam calafrios, mas aquela mulher causou e pelo olhar assustado nos rostos dos dois garotos e das duas garotas que estavam comigo vi que não era a única. Ainda de boca aberta à entrada do túmulo murmuramos simultâneamente um "Você viu??!!", viramos para olhar novamente e ela simplesmente não estava mais lá!! Não havia outro lugar para ela sair sem passar por nós, a menos que ela pulasse a mureta, e mesmo assim, ela não poderia ter sido tão veloz!! Perguntamos para duas senhoras que estavam acendendo velas no túmulo se elas a haviam visto e elas nos disseram que não... Fizemos uma verdadeira maratona caça-fantasmas, mas jamais tivemos a resposta de quem ou que era aquela mulher, de onde ela veio e pra onde foi.. - Comentar sobre a História -

(Denise Fernandes é escriturária no cemítério de Colônia há nove anos.)

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