ALFREDO
OLIANI (São Paulo, 1906 + São Paulo, 1988)
Freqüentou a Escola
de Belas-Artes de São Paulo e a Academia de Belas-Artes de Florença.
Em São Paulo, estudou com Nicola Rollo e Amadeo Zani, e na Itália
com Giuseppe Grazziosi, autor de um excelente trabalho que se encontra
no Cemitério da Consolação.
Participou das coletivas
do Salão Paulista de Belas-Artes, obtendo medalha de ouro e grande
medalha de ouro. Um dos mestres do nu executou magníficos trabalhos
no Cemitério São Paulo: lindas mulheres, em bronze, em sensual
postura e soberbos grupos escultóricos onde o nu é exuberantemente
apresentado. Assinava A. OLIANI.
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AMADEO
ZANI ( Rovigo, Itália, 1869 + Niterói, 1944)
Escultor e professor.
Veio para o Brasil em 1887, fixando-se em São Paulo. Discípulo
de Rodolfo Bernadelli. Estudou na Academia de Filippo Colarossi, em Paris,
e na Academia Rafael Sanzio, em Roma. Trabalhou com o arquiteto Gaudenzio
Bezzi na construção do Museu Paulista.
Professor do Liceu de
Artes e Ofícios de São Paulo. Obteve medalha de ouro no
I Salão Paulista de Belas-Artes. Um dos fundadores da Academia
de Belas-Artes de São Paulo. Zani, além de escultor também
trabalhou em ornatos "art-nouveau". Autor de vários túmulos
no Cemitério da Consolação, em destaque o do escritor
Eduardo Prado (1901) e o do Conde Alexandre Siciliano (1927), imponente
capela em estilo assírio-babilônico com possantes leões,
símbolos da vigilância e animais adorados pelos assírios.
Dentre suas obras destacam-se
a "Fundação de São Paulo" Pátio
do Colégio, 1913 (implantada em 1925) com 25,85m, "Verdi"
(1916), no Anhangabau, com 5,23m, considerada pelo artista sua melhor
obra, "Alfredo Maia" (1922) com 3,38m, Praça Fernando
Prestes. Professor de muitos dos nossos maiores escultores. Assinava ZANI,
A. Zani e A. ZANI. |
BRUNO GIORGI (Mococa,
1905 + Rio de Janeiro, 1993)
Escultor, pintor, desenhista e gravador.
Estudou em Roma com Loss e em Paris, onde foi aluno do grande mestre
Aristide Maillol um dos maiores representantes da escultura francesa
do início do século XX, freqüentando as academias
de Raçon e Grand-Chaumière. Grande escultor de fama internacional.
Criador de formas abstratas,
(seu trabalho "Prece" no Cemitério da Consolação
é o único nesse estilo encontrado em necrópoles paulistanas),
comprometido com uma linguagem mais contemporânea, Bruno Giorgi
representou a simplificação dos elementos descritivos em
proveito de volumes fortes, acentuando a matéria da escultura.
Contemplando-os vem-nos à mente o axioma de Leonardo Da Vinci "L'
arte é cosa mentale".
Sob a influência
de Maillol sua carreira atravessou várias fases, desde as de maior
predomínio naturalista até os volumes abstratos. Assinava
BG e Bruno Giorgi. Embora preferisse para seus trabalhos abstracionistas
o mármore de Carrara, a partir de 1975 Giorgi voltou à figura
humana do início da sua carreira, esculpindo-as com os torsos mutilados,
freqüentemente trabalhados no mármore rosa de Estremoz, norte
de Portugal, em cujas cercanias instalou um ateliê.
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CELSO
ANTÔNIO DE MENEZES (Maranhão, 1896 + Rio de Janeiro 1984)
Freqüentou o ateliê
de Rodolfo Bernardelli e de Antoine Bourdelle, aluno de Falguière,
famoso estatuário de influência florentina, em Paris. Estilo
personalíssimo: harmonia e síntese da figura humana, com
extraordinária força plástica. Influenciado pela
arte egípcia a arte de Celso Antônio tende ao monumental,
caracterizando-se pelo vigor expressionista que soube imprimir às
suas figuras.
Em seus trabalhos as dimensões
se exaltam através das massa robustas. Escultura muito sóbria,
senhor das verdadeiras leis da boa arte, tornou-se um dos nomes mais respeitáveis
da escultura brasileira.
Celso Antônio trouxe
da Europa seu nome feito. O famoso arquiteto Le Corbusier chegou a afirmar
ser um dos seus sonhos ver um dia, diante de uma das suas modernas construções,
um trabalho assinado pelo artista. Suas esculturas na necrópole
da Consolação, com altura que variam de 2,50m à 3,15m
proporcionam um impacto visual inesperado e estão entre as que
mais agradam os visitantes. Assinava CELSO ANTÔNIO.
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ELIO
DE GIUSTO (Itália, 1899 + São Paulo, 1935)
Escultor falecido ainda
jovem, com diversas obras nas necrópoles paulistanas. Premiado
com medalha de ouro no Salão Paulista de Belas-Artes. Dentre seus
trabalhos destacam-se os vasos em bronze da escadaria monumental do Museu
Paulista e o alto relevo em bronze (1923) representando cena histórica,
no Panteão dos Andradas, em Santos.
As várias esculturas
de Cristo que modelou, existentes no Cemitério da Consolação
mostram um Cristo bem brasileiro, com barba idêntica as usadas pelos
nossos caboclos e com pés e mãos gordas e não com
os dedos finos e alongados dos modelos italianos. Assinava ELIO DE GIUSTO.
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Hábil escultor
com trabalhos nas necrópoles da Consolação e Araçá.
Suas peças mostram, geralmente, motivos sacros: Pietá, Anjo,
etc. Assinava E. BIANCHI.
Suas Pietá, em
bronze, são esculpidas com grande poder criativo e vigorosa força
plástica. A mulher e seu anjo da guarda, em destaque, é
o exemplo de uma obra modelada com extraordinário requinte, trabalho
executado pela Fundição R. de Mingo.
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EUGENIO
PRATI (Verona, Itália, 1889 + São Paulo, 1979)
Escultor, pintor e desenhista.
Estudou na academia de Belas-Artes de Verona. Participou de Bienais de
Veneza. Expôs em Turim, Roma, Polônia, Florença e Milão.
Vencedor de diversos concursos na Itália, onde executou numerosas
esculturas expostas em praça públicas.
O que caracteriza sua
obra são os temas religiosos simbólicos; "Descida da
cruz", "Jesus Cristo", "Pietá", "Calvário".
Modelou um grande número de esculturas nas necrópoles paulistanas,
principalmente no Cemitério São Paulo, nos jazigos de combatentes
do Movimento Constitucionalista de 1932. Executou , ainda trabalhos inspirados
na arte egípcia e esculturas de encantadoras meninas com vestidos
usados nas décadas de 20 e 30 do século passado. Assinava
PRATI e E. PRATI.
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FRANCISCO
LEOPOLDO E SILVA (Taubaté, 1879 + São Paulo, 1948)
Discípulo de Amadeo
Zani, estudou em Roma com o grande escultor Arturo Dazzi. Excelente estatuário,
hábil modelador, sua produção compreende a figura
humana, principalmente o nu feminino, o retrato e a arte religiosa.
Autor do primeiro nu feminino,
colocado em 1922 na necrópole da Consolação, onde
se encontra a provocante "Solitudo": uma mulher em êxtase
envolta num véu translúcido que mais realça suas
formas exuberantes, seminudez mais forte porque é sugerida e não
mostrada.
Ao contrário de
Brecheret, (com quem estudou em Paris no ateliê de Arturo Dazzi),
que adotara um pesquisa estilística moderna. Leopoldo e Silva que
inicialmente seguira o estilo e a técnica de Rodin daí o
vigor de suas esculturas, chegando ao Brasil quedou-se numa manifestação
mais conservadora, embora conservando um acentuado lirismo. Assinava L.
Silva.
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GALILEO
EMENDABILI (Ancona, Itália, 1898 + São Paulo, 1974)
Discípulo, em
Roma, de Arturo Dazzi, escultor de nomeada internacional. Recebeu influência
de Ivan Mestrovic, notável escultor iugoslavo. Escultor, pintor
de afrescos e arquiteto.
Autor do Mausoléu
do Soldado Constitucionalista, no Ibirapuera, do Monumento a Ramos de
Azevedo, na Cidade Universitária e da Igreja de Nossa Senhora da
Paz (1940 à 1948) onde trabalhou na parte escultórica e
arquitetônica.
Nas suas capelas colocava
tijolos refratários com janelas alongadas, como se fosse um Modigliani
da Arquitetura. Emendabili mostrava em seus trabalhos grande sensação
mítica e sensibilidade emocionante.
No Cemitério da
Consolação esculpiu uma obra de impacto expressionista,
em bronze: sua primeira Pietá. Mais tarde executaria outros trabalhos
sobre o mesmo tema. Assinava G. Emendabili, G. EMENDABILI e GALILEO EMENDABILI. |
JEAN
MARIE JOSEPH MAGROU (Béziers, França, 1869 + 1936)
Assinava J. Magrou. Famoso
escultor francês, autor de várias obras premiadas e conservadas
na França modelou o bronze mostrando D. Pedro II lendo um livro,
sentado à sombra da árvore, num canto de jardim, como tantas
vezes o surpreendera o povo de Petrópolis, onde se encontra a escultura.
Esculpiu, também,
o grande São Pedro de Alcântara do alta-mor e as imagens
de mármore dos altares laterais da Catedral de Petropólis
e as belíssimas estátuas jazentes de D. Pedro II e de Dona
Teresa Cristina em mármore de Carrara que se encontram na mesma
catedral.
Além de três
estátuas jazentes no Cemitério de São João
Batista, no Rio de Janeiro, esculpiu o jazigo do diplomata e escritor
Afonso Arinos de Mello Franco, um dos criadores da nossa literatura regionalista,
falecido na Espanha, onde ocupava o cargo de Embaixador do Brasil.
O belo trabalho executado
em Paris encontra-se no Cemitério da Consolação,
contendo a assinatura "J. MAGROU STATUAIRE 1917”.
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LUIGI
BRIZZOLARA (Chiavari, Itália, 1868 + Gênova, 1937)
Executou trabalhos em
bronze, vindos de Gênova e implantados no Cemitério da Consolação,
em destaque o Mausoléu da Família Matarazzo, o mais alto
e imponente mausoléu da América Latina.
Terminou em 1922 importante
grupo escultórico executados por Camiani e Guastini - Fonderia
Artística in Bronze, Pistóia, Itália, em homenagem
a Carlos Gomes, que se encontra na Praça Ramos de Azevedo, onde
mostra Carlos Gomes (3,63m) em mármore, mais dez esculturas em
bronze e duas esculturas em mármore com temas relacionados à
Música.
Esculpiu, ainda, "Anhanguera"
(3,22m) em mármore, 1924, Parque Siqueira Campos, "Antônio
Raposo Tavares" (3,50m) e "Fernão Dias Paes" (3,50m)
em mármore, Museu Paulista. Obteve o segundo lugar, também
ocupado por Nicola Rollo no Concurso para o Monumento da Independência
(1919), embora fosse considerado na opinião de muitos o vencedor
popular. Assinava L. BRIZZOLARA e L. Brizzolara.
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Conhecida marmoraria de
São Paulo, especializada em construção e montagem
de monumentos funerários. Executou para Vicente Larocca um grupo
escultórico em bronze, de 7m de altura, que se encontra na Rua
37 do Cemitério da Consolação.
Na mesma rua em que se
encontra esse grupo escultórico executou a montagem de uma notável
réplica miniaturizada de uma catedral gótica, um mármore
de carrara, com 12,50m de altura, contendo detalhes que lhe são
inerentes. Este último trabalho, vindo da Itália, é
de autoria não determinada.
Dentre as obras de valor
histórico e artístico do Cemitério da Consolação
destaca-se o bronze, em oval (década de 80 do século XIX)
no Mausoléu dos Chapeleiros da Fábrica de Chapéus
João Alfredo, de AUTORIA NÃO DETERMINADA, onde se vê
a fábrica, a maior do gênero em São Paulo na época,
situada no local, onde atualmente está localizada a estação
do Metrô Anhangabau.
A escultura mostra o córrego
que vinha da Ladeira da Memória e levava água para a fábrica,
à direita as plantações de chá (origem do
nome dado ao viaduto), um filete ao alto, que representa o córrego
Anhangabau (que deu nome ao vale), e o córrego Saracura-Mirim (nome
das aves pernaltas existentes na região), cuja nascente ficava
no Bexiga.
A capela do Barão
de Antonina (João da Silva Machado) construída em 1860,
em mármore, de AUTORIA NÃO DETERMINADA, encontra-se em perfeito
estado de conservação. O brasão de armas do titular
do Império mostra o leão rompante, símbolo heráldico,
segurando o missal e um terço. O leão está catequizando
um índio, depondo as armas em sinal de submissão.
É de se ressaltar
que o Barão de Antonina que era tropeiro, por onde passava, no
trajeto do Rio Grande do Sul a Sorocaba (local das feiras de animais)
fundava povoações e procurava atrair os indígenas
para a religião católica.
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MATERNO
GIRIBALDI (Itália)
Mostra em seus trabalhos
ter recebido influência de Augusto Rodin, a mais alta expressão
da estatuária do século XIX, dando um acabamento mais aprimorado
ao rosto e as mãos de suas figuras, permanecendo o corpo como que
inacabado.
Chama a atenção
na peça ora mostrada a rica simbologia utilizada pelo artista.
A mulher colocada no cimo do monumento, representando a saudade. A mulher
com uma criança ao colo, simbolizando a viuvez e a orfandade. Figuras
representando a caridade amparando a pobreza. Duas esculturas erguendo
uma pira fumegante, em homenagem ao ilustre morto ali sepultado e à
sua benemerência.
Cumpre lembrar que o movimento
artístico denominado "art-decô" fora introduzido
na França a partir de 1925, inspirado na arte oriental, a japonesa,
principalmente, mostrando a mulher em movimento, e ao Ballet de Bolshoi
que visitara Paris naquela época e impressionara o povo parisiense
com sua belíssima coreografia. No mausoléu "art-decô",
em destaque, existem ousadias artísticas. Mulheres em bronze, semi-nuas,
são projetadas no espaço, circundando a escultura: um navio
imaginário apoiado numa farta base de granito. Assinava M. Giribaldi
e M. GIRIBALDI. |
NICOLINA
VAZ DE ASSIS (Campinas, 1874 + Rio de Janeiro, 1941)
Nicolina, considerada
a maior escultora brasileira realizou uma obra técnicamente masculinizada
e cheia de formosura, transmitindo aos seus trabalhos a sentimentalidade
e as delicadezas de sua alma de mulher.
Discipula de Rodolfo Bernardelli,
o nosso maior escultor em sua época e do grande escultor francês
Jean Alexandre Joseph Falguière, em Paris. Dentre seus trabalhos,
executados em São Paulo e no Rio de Janeiro destaca-se a Fonte
Monumental, na Praça Júlio Mesquita, em São Paulo.
Casada com o afamado escultor
português Rodolfo Pinto do Couto que modelou um belo grupo escultórico
em bronze, na necrópole da Consolação. Assinava NICOLINA
V. ASSIS e NICOLINA. Na opinião do crítico de arte Clarival
Valadares sua escultura no túmulo do General Couto de Magalhães,
no Cemitério da Consolação foi a primeira manifestação
do "art-nouveau" em São Paulo, mostrando uma figura feminina,
simbolizando a glória, homenageando o último presidente
da Província de São Paulo.
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OTTONI
ZORLINI (Treviso, Itália, 1891 + São Paulo, 1967)
Escultor e pintor, estudou
Belas-Artes na Academia de Veneza. Foi também ceramista recebendo
aulas de Cacciapuoti. Discípulo do escultor Umberto Feltrin. Executou
uma série de monumentos funerários por toda a região
de Veneza, onde participou de sua Bienal.
Veio para o Brasil em
1929, onde idealizou e construiu em bronze o Monumento aos Heróis
da Travessia do Atlântico, homenagem aos aviadores italianos De
Pinedo e Del Prete, que se encontra na Praça Nossa Senhora do Brasil.
Na escultura encontra-se
um raro capitel corintio presente do governo italiano. Durante alguns
anos trabalhou com os pintores do grupo Santa Helena pintando praias,
cidades e bairros de São Paulo, principalmente o Canindé.
De 1940 a 1944 executou a obra "Discóbulo" (4,00m) em
pedra, implantada na Praça Marechal Polidoro, no bairro da Aclimação.
A respeito dessa escultura,
disse o jornalista, crítico e historiador de arte Pietro Maria
Bardi: "Inspirado no classicismo da escultura ainda vivo na época
entre os mestres italianos em São Paulo". Zorlini sempre colocava
em suas esculturas funerárias as cruzes alongadas, em mármore
ou granito, São Francisco de Assis, pinheiros (árvores naturais
ou artificiais ), e chama de uma lamparina, em bronze. Assinava O. ZORLINI.
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RODOLFO
BERNARDELLI (Guadalajara, México, 1868 + Rio de Janeiro, 1931)
Estudou com Chaves Pinheiro
na Academia Imperial de Belas-Artes e teve como mestre Achile Monteverde,
em Roma.
Maior escultor ativo no
Brasil no final do século XIX e início do século
XX. Sua obra mostra acentuada tendência realista, serenidade, equilíbrio
e poder criativo. Assinava Rod. Bernardelli.
Dentre suas esculturas
destacam-se: "General Osório" (1894), "Duque de
Caxias" (1899), "Descoberta do Brasil" em logradouros públicos,
no Rio de Janeiro. Mausoléu dos Andradas, em Santos. Monumento
a Carlos Gomes (1905), em Campinas. Mausoléu do Presidente Campos
Salles (1919), no Cemitério da Consolação, trabalho
executado pela Fundição Cavina, do Rio de Janeiro.
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ROQUE
DE MINGO (São Paulo, 1890 + São Paulo, 1972)
Estudou com Amadeo Zani
e Pasquale De Chirico.
Participou da 1º
Exposição Brasileira de Belas-Artes, em 1912. Assinava R.
DE MINGO, R. De Mingo, R. D. MINGO e R. D. Mingo. Dentre seus trabalhos,
destacam-se: "Águia" (1914), granito e bronze, 5,00m
na Praça Fernando Prestes. "Lagostas", em bronze (1923),
na Fonte Monumental, Praça Júlio Mesquita. Busto em bronze
do Marechal José Arouche de Toledo Rondon (1940) na Faculdade de
Direito da USP.
A escultura que fundiu
para Enrico Bianchi, em destaque nesta exposição mostra
a beleza e o fino acabamento das peças que executava. Mingo obteve
a grande medalha de ouro no Salão Paulista de Belas-Artes (1959).
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VICTOR
BRECHERET (Farnese, Itália, 1894 + São Paulo, 1955)
Estudou no Liceu de Artes
e Ofícios de São Paulo. Em 1913 partiu para Roma, onde foi
aluno de Arturo Dazzi, tendo obtido três anos mais tarde o primeiro
lugar na Exposição Internacional de Roma com sua obra "Despertar".
Recebeu, ainda, a influência
de Bourdelle, Mestrovic Brancusi e Rodin. Tendo retornado ao Brasil executou
a escultura "Eva", inspirado em Rodin. De volta a Europa, graças
a uma pensão do governo participou do Salão de Outono de
Paris tendo sido seu trabalho "Templo de Minha Raça"
premiado dentre obras de mais de 4.000 competidores.
Em 1923 foi novamente
premiado no Salão de Outono com a belíssima escultura, em
granito, "Sepultamento", e, no ano seguinte expôs "Portadora
de Perfume", modelada em mármore em diversos volumes esféricos,
executada por Brecheret com a mesma força expressiva que caracterizou
mais tarde suas obras monumentais. Um dos fundadores do Salão das
Tulherias, em Paris.
Em 1922 participou da
Semana da Arte Moderna. Na I Bienal de São Paulo recebeu o prêmio
de Melhor Escultor Nacional. Sua obra "Fauno", que lembra Bourdelle,
em granito (3,40m e pedestal de 1,72m) que modelou num corajoso ímpeto
pagão, melhor se ajusta no ambiente silvestre do Parque Siqueira
Campos, onde se encontra.
O "Monumento às
Bandeiras" (1953), em granito, com 40m de comprimento e figuras de
8m de altura é considerado o mais belo dos nossos monumentos. O
"Monumento ao Duque de Caxias", em bronze, é a mais gigantesca
estátua eqüestre das Américas, e talvez do mundo (15,88m
e pedestal de granito de 25,28m, num total de 41,06m).
Para as necrópoles
paulistanas plasmou obras que encantam, onde alia o refinamento da arte
clássica ao vigor da arte moderna. Os "Grandes anjos"
(bronze) no Cemitério São Paulo, e escultura em mármore
no túmulo da poetisa Francisca Júlia da Silva, no Cemitério
do Araçá, demonstram a genialidade do artista.
No grupo escultórico
em granito "Sepultamento" (2,26m x 3,65m) executado em 1923
para o jazigo de dona Olívia Guedes Penteado, no Cemitério
da Consolação modelou o artista a cena da Pietá (Cristo
e sua mãe) e as santas mulheres: Maria Madalena, Maria de Cleofas,
Santa Isabel, que era prima de Nossa Senhora, e uma quarta mulher, que
não consta na Bíblia, mas que talvez seja uma alusão
à Dona Olívia, que era a sua protetora. Essas figuras seqüenciais
mais tarde foram adotadas pelo artista no "Monumento às Bandeiras".
Certa vez Brecheret resolveu,
com sua arte, chegar mais perto das sociedades primitivas e criou algumas
formas de alto valor mítico aproveitando pedras arredondadas, em
seu estado natural, transformando-as em peças que expressassem
um motivo nacional. E plasmou "Índia e o Peixe", "Veado
enrolado", "Zebu", "Drama Marajoara", "Mãe
Marajoara", "Virgem Indígena", "Casal de Pombos".
Brecheret, quieto, modesto,
trabalhador infatigável, modelou desde gigantescas esculturas até
pequenas estátuas e pedras que encontrava em seu caminho. Sua glória
está na arte que concebeu. Com ela, sem o saber, construiu seu
próprio monumento. Assina V. Brecheret. |