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Cemitério Muncipal de Jaú - patrimônio cultural ameaçado Matéria em PDF

Por detrás da aparência triste dos cemitérios, principalmente os mais antigos, escondem-se verdadeiras galerias de arte ao céu aberto. Em países como a França e Argentina alguns cemitérios são pontos turísticos que atraem viajantes do mundo inteiro, como por exemplo, os Cemitérios de Père Lachaise (Paris) e da Recoleta (Buenos Aires). Recentemente a cidade de São Paulo criou a possibilidade de visitas monitoradas para o Cemitério da Consolação.Na arquitetura tumular representam-se os hábitos das famílias que tratam de suas capelas e túmulos como se fossem prolongamentos de suas próprias casas, levando para os jazigos os mesmos arranjos decorativos que o seu nível cultural e social lhes permite refletir. O ideal de vida da elite brasileira neste contexto histórico era a imitação dos hábitos europeus da arquitetura, moda, festas, convenções e também dos sepultamentos e ornamento dos túmulos. Acreditava-se que esse pensamento conferia à sociedade jauense o ar cosmopolita, moderno e intelectual esmeradamente almejado. Os cemitérios, também possuem uma simbologia toda própria que é de conformidade com o contexto histórico da época. - LINK -

Destruído pelo mar, cemitério divide espaço com casas e hotéis de luxo no litoral de Alagoas
O cenário paradisíaco das praias de Barreiras do Boqueirão, no município de Japaratinga, litoral norte de Alagoas, revela também uma paisagem fúnebre. Ao lado de casas de veraneio e hotéis de luxo, e a menos de 1km das tradicionais bicas do povoado, um cemitério clandestino divide espaço hoje com a areia do mar. Sem placa, muro ou qualquer indicação, o cemitério está em uma das áreas hoje mais valorizadas do litoral norte de Alagoas. No local, cerca de 30 mortos estão enterrados – a maioria deles em covas rasas e sem identificação. Poucos são os corpos com lápides. Por muitas décadas, desde o início do século passado, o cemitério serviu como local de sepultamento dos mortos do pequeno povoado. Mas, aos poucos, o avanço da maré foi destruindo as construções e chegando até mesmo às covas. Diante do avanço do mar e da irregularidade nos enterros do cemitério, a prefeitura decidiu proibir, há pouco mais de dois anos, o enterro de corpos no local. Desde o final de 2007, todos os mortos têm de ser enterrados no cemitério no centro da cidade, que fica a 8km de Barreiras de Boqueirão.
Segundo os moradores do povoado, o avanço do oceano nos últimos anos resultou na destruição completa da igreja de Nossa Senhora da Penha e do cruzeiro que ficava em frente ao cemitério. Hoje é possível ver ainda parte do piso e alicerce das obras, que aos poucos também vai sendo destruída pelo mar. Uma nova igreja foi construída na praça do povoado e hoje abriga a paróquia da região. Antônio Paulo dos Santos, 84, é um dos moradores mais antigos de Barreiras do Boqueirão e testemunhou o avanço do mar e a “invasão” dos veranistas ao povoado. Ele conta que, em 2000, enterrou a esposa no cemitério, época em que o cemitério tinha outro aspecto. "Ali tinha a igreja, o cruzeiro e ainda um pé de castanhola e uma ruazinha na frente. O mar avançou e destruiu tudo", contou. - LINK
Cemitério Cristóvão Colombo
Uma das obras mais destacadas da arte funerária católica na América, da segunda metade do século XIX, é a necrópole havanesa, o Cemitério Cristóvão Colombo. Sem dúvidas, este é o lugar mais extenso e urbanisticamente hierarquizado entre os que no mundo se dedicaram à memória do Grande Almirante genovês. Depois de seu falecimento, ocorrido em Valladolid em 20 de maio de 1506 – neste ano se rememora os quinhentos anos de sua morte – os restos mortais de Colombo não descansaram em paz. Pelo contrario, percorreram um itinerário de países no qual se registram inumações e exumações da ossada: na Espanha (1506 a
1537 ou 1540), República Dominicana, (Santo Domingo 1537 ou 1540 a 1795?), Cuba (Havana, 1796 a 1898), e de volta a Espanha (Sevilha, 1898? até hoje). Um valioso artigo do historiador Dr.Eusebio Leal Spengler, “Em busca das marcas do Almirante Cristóvão Colombo” (na revista Universidad de La Habana, Havana, nº 236, p. 7-27), nos permite conhecer os detalhes desse curioso destino e da autenticidade, bastante questionada, dos referidos restos trazidos até nossa capital, de Santo Domingo, há mais de dois séculos. Hoje em dia, espanhóis e dominicanos ainda mantêm aberto o debate iniciado em 1877, quando se descobriram ossadas e cinzas no lugar que ocupavam as dos Almirantes Colombo, pai e seu filho Diego, na Catedral Metropolitana de Santo Domingo. Então, a quem pertenceram os restos que se transladaram a Havana em 1796? Possivelmente o resultado de uma prova de DNA, já proposta por um pesquisador espanhol, ponha um ponto final a esta velha querela. - LINK
 
O MISTÉRIO DA MENINA ITALIANA ROSALIA LOMBARDO
MENINA CADAVER - Isso não é uma escultura. É um cadáver mesmo. Trata-se do corpo de Rosalia Lombardo, uma menina de dois anos de idade que morreu de pneumonia na Itália em 1920. Rosalia Lombardo é a mais famosa múmia descoberta numa catacumba de um monastério Siciliano em Palermo. Os monges apelidaram o corpo de “beleza adormecida”. MUMIAS DAS CATACUMBAS - Até recentemente era um mistério o porque de Rosalia Lombardo não entrar em decomposição como os demais corpos das catacumbas vizinhas. A menina permanece do mesmo modo que foi armazenada num caixão com tampa de vidro desde o dia de sua morte. Por muitos e muitos anos, a fórmula de preservação usada para manter o corpo da menina permaneceu um mistério.- LINK
Cemitério, Umbanda e Candomblé?
Alguém já pensou em juntar cemitério, Umbanda e Candomblé? Algumas pessoas ao pensarem neste assunto, temem, mas o Cemitério Municipal de Diadema é o único da Grande São Paulo a ter um espaço reservado para oferendas de Umbanda e Candomblé. O local é chamado de Ilê, casa para os umbandistas. Cerca de 500 pessoas por mês independente de sua classe social ou seus vestimentas utilizam tal espaço, os funcionários são prova disso. A administração do cemitério teve de dispor tal espaço devido às inúmeras oferendas, velas, comidas, flores que eram deixadas nas calçadas todos os dias.
“O Ilê é uma conseqüência da grande concentração de terreiros que há na cidade”, explica o administrador do cemitério, Armelindo Lopes Santana. O Ilê é protegido por um cadeado e só entra quem preenche ficha na administração. Mas não escapa dos andarilhos, que saem cambaleando depois de tomar vidros inteiros de cachaça deixada nos trabalhos. “Nem os frangos escapam. Muita gente leva as oferendas para comer. Mas acho que os orixás entendem que quem pega é porque passa fome”, justifica Santana. Já Ribeiro, freqüentador dos terreiros, acredita que quem bebe e come das oferendas não tem mais sucesso. “Não adianta, se mexer cai na desgraça. Termina os dias na miséria”, profetiza. (Supervisão de Cláudia Fernandes) Um funcionário do cemitério e pai-de-santo que atua no mesmo cerca de 77 anos, Conta que debaixo do terreno foi enterrada uma firmeza, espécie de oração, que ninguém sabe o que é. O administrador cita que apesar das limpezas constantes, o cheiro no terreno é forte. O terreiro atravessa a Alameda da Saudade e chega até a sede da igreja protestante Assembléia de Deus, logo em frente ao terreno. E relata: “Muitos deles implicam com a cultura que se é praticada aqui”.
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Cemitério do Père-Lachaise
O cemitério do Père-Lachaise situado a leste de Paris, é o maior da capital francesa, inaugurado em 1804 a primeira inumação aconteceu em 21 de maio e foi de uma menina de cinco anos. Desde então houveram cinco ampliações, passando de 17 a 43 hectares. Se em seu início ele não era muito bem visto, em razão de ser muito longe da cidade, hoje é o mais famoso e um dos mais visitados campos santos do mundo – recebe cerca de 2 milhões de turistas por ano. Além da bela arte tumular – são 690 mil monumentos funerários - seu maior atrativo, sem dúvida, são os mortos famosos que ele abriga. Abelard e Heloise, Jim Morrison, Édit Piaf, Allan Kardec, Marcel Proust, Oscar Wilde, Victor Noir, entre muitos outros estão sepultados lá. O nome do cemitério é uma homenagem a François
d’Aix de La Chaise - “Le Père Lachaise” – o Padre La Chaise – confessor do rei Luís XIV e padre jesuíta.. - LINK

 

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