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Briga por ponto de venda de flores acaba com um baleado no cemitério da Consolação
SÃO PAULO - A vendedora de flores Maria Luzia Prudente, de 67 anos, foi presa depois de balear no peito o concorrente Adelino Pedro da Silva, de 58, dentro do Cemitério da Consolação, no Centro da capital, nesta terça-feira. O disparo ocorreu no momento em que Adelino tentava desarmar a vendedora. O alvo de Luzia era, na realidade, a mulher do comerciante, Maria Cristina Martins, de 53, anos. O motivo: uma disputa de um ponto de venda em frente ao cemitério.

Segundo a polícia, o crime ocorreu por volta das 6h50m, quando Adelino e Cristina chegavam ao cemitério. Luzia os aguardava do outro lado da rua e, ao vê-los, atravessou a via, sacou o revólver calibre 22 de sua bolsa, apontou para Cristina e atirou. Como a bala não atingiu a mulher, Luzia disparou mais uma vez e Adelino correu em sua direção para tentar desarmá-la. Quando os dois estavam no chão, a vendedora deu o terceiro tiro, que acertou o tórax do homem.

PMs chegaram ao cemitério nesse momento e prenderam Luzia. Com ela, eles encontraram ainda uma faca peixeira. A atiradora contou que não tinha nada contra Adelino e queria matar Cristina a tiros ou facadas, pois disputava com ela um ponto de venda em frente ao cemitério. Luzia também afirmou que se sentia ameaçada pela concorrente e, por isso, há cerca de cinco meses, comprou a arma.

Adelino foi socorrido na Santa Casa e, segundo o hospital, está consciente. Seu estado é considerado estável. No depoimento que prestou à polícia, Cristina disse que ela e o marido souberam anteontem que Luzia tinha a intenção de matá-la e que comunicaram o fato a um bombeiro que trabalha no cemitério, e até a PM.

Luzia, que já tinha passagem criminal por homicídio, foi indiciada por tentativa de homicídio e levada para o 89 DP (Portal do Morumbi), na Zona Oeste, onde a carceragem é feminina.

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