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Homem baleado em Cemiterio | Cemiterio e Energia Solar

Cidade na Espanha usa cemitério para gerar energia solar

Uma cidade da Espanha decidiu usar um lugar inusitado para instalar um centro de produção de energia solar: o cemitério.

As autoridades de Santa Coloma de Gramenet, um subúrbio ao norte de Barcelona (nordeste do país), instalaram nos mausoléus 462 painéis solares, que geram energia equivalente ao que 60 casas consomem por ano.

 

Inicialmente, a iniciativa enfrentou resistência dos moradores, mas depois de uma campanha pública os familiares e amigos dos mortos passaram a apoiar a idéia.

Agora há planos de ampliar a quantidade de painéis no local e triplicar a quantidade de energia gerada dessa forma.

O cemitério foi escolhido para abrigar o projeto porque trata-se de um dos poucos lugares de Santa Coloma de Gramanet em que há um espaço aberto, plano e onde bate muito sol. A cidade tem uma alta densidade populacional – são cerca de 124 mil habitantes, espremidos em quatro quilômetros quadrados.

Atualmente, os painéis solares cobrem menos de 5% da área total do cemitério, em que estão guardados os restos de 57 mil pessoas.

Esteve Serret, diretor da Conste-Live Energy, empresa que administra o cemitério e é responsável pelos painéis, diz que o investimento de 720 mil euros (aproximadamente R$ 2,2 milhões) está evitando que 62 milhões de toneladas de dióxido de carbono poluam a atmosfera.

"A melhor homenagem que podemos prestar a nossos ancestrais, qualquer que tenha sido a religião deles, é oferecer energia limpa para as novas gerações", afirmou Serret.

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Cemitério milenar é descoberto nas obras de duplicação da BR-101 Sul
Uma nova descoberta do trabalho de salvamento arqueológico nas obras da BR-101 Sul surpreendeu os cientistas. Trinta ossadas humanas foram encontradas em uma propriedade rural próxima ao rio Cubículo, no município de Jaguaruna, em Santa Catarina. Nos meses anteriores, já haviam sido encontrados esqueletos com idade estimada entre dois e cinco mil anos, mas não havia a expectativa de encontrar tantos em um único local.
O trabalho de salvamento arqueológico é feito pela Fundação de Apoio a Educação, Pesquisa e Extensão da Unisul (Faepesul), através de convênio com o DNIT. O gerente de projetos da Faepesul, Alexandre Martins observa que o temor de atraso nas obras devido ao trabalho arqueológico foi vencido.
“O registro sobre a descoberta da ossada permite que possa se identificar como eram as características dos moradores antigos que viviam em nossa região. Com isso, as pessoas começam agora a mensurar o significado dessa descoberta. Custa caro identificar, mas é um patrimônio que está sendo resgatado. É a historia sendo escrita revelada de uma forma diferenciada”, disse Martins.
A descoberta de tantas ossadas humanas e artefatos milenares nas escavações vão permitir um trabalho mais minucioso. Além disso, a descoberta será apresentada num congresso internacional de arqueologia. Os pesquisadores da Universidade do Sul de Santa Catarina (UNISUL) já estão avaliando como conservar e expor ao público o material descoberto.
Esse trabalho de salvamento, o programa de proteção ao patrimônio artístico, cultural e arqueológico, é um dos 23 Programas Básicos Ambientais (PBAs) necessários para o andamento da obra de duplicação do trecho Sul da BR-101.
As informações da descoberta farão parte também das oficinas e palestras realizadas pelo programa de educação ambiental da obra, ministradas pelos agentes da Empresa de Supervisão e Gerenciamento Ambiental (ESGA).
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Coveiro mais antigo de Cuiabá revela curiosidades sobre a profissão
Muitos dizem não saber ao certo o que acontece depois que ela chama. E muito menos o melhor horário para acompanhá-la. Lino Epifânio, que trabalha há 35 anos no cemitério Nossa Senhora da Piedade, em Cuiabá, já se diz um especialista quando o assunto é a morte. “Não temos como fugir. Então, o melhor é manter uma boa relação com ela”, disse, sorrindo, sentado ao lado de duas lápides onde ajudou a enterrar pessoas que admira.

Lino foi contratado como coveiro no dia 15 de dezembro de 1972. O trabalho fez até com que ele se especializasse na área, fez um curso e conquistou um diploma de Arquitetura e Administração de Cemitérios em uma universidade da capital. Hoje com 76 anos, ele conta que passou quase a metade da vida dedicando-se aos mortos, o que, para ele, é sinal de muito orgulho. Casado e pai de oito filhos, Lino revela que o mais velho também trabalha com ele no cemitério. Mesmo aposentado, o coveiro continua indo ao trabalho auxiliando no setor administrativo.

O cemitério da Piedade é um dos mais antigos de Cuiabá. Com muito amor e carinho que possui pela profissão, Lino revelou que, de lá, ele não quer mais sair, e pretende continuar a trabalhar junto “ao silêncio” até o momento em que a força humana o permitir.

TVCA - Como o senhor começou a trabalhar no cemitério?

Lino - Meu irmão Bento era mestre de obras e trabalhava aqui. Na época, eu não tinha emprego fixo, gostava mesmo é de uma boemia, cervejinha, até tocava muito bem violão [risos]. Um dia, meu irmão me chamou para ser servente de pedreiro e ajudá-lo com as obras no cemitério. Fiquei 10 anos como servente. A pessoa que exercia a função de administrador acabou aposentando e eu fiquei no lugar dela e estou aqui até hoje.

TVCA - Durante tanto tempo, por que preferiu ficar mais próximo de quem já morreu do que com os vivos?

Lino - Acredito que foi Deus que me colocou aqui. Mesmo aposentado, eles me pediram para continuar trabalhando no cemitério e o que faço é muito gratificante. Nunca procurei outro emprego. Meu maior orgulho é que todos têm que falar comigo para enterrar alguém. Se alguém morre, já ligam direto para mim. Desde os mais humildes até os deputados, secretários, governadores. E os mortos não enchem o saco, não reclamam e nem falam besteiras [risos] como os vivos. E a grande vantagem é que acabo auxiliando os dois; além de enterrar os mortos, auxilio os vivos no sepultamento. Na verdade, é uma dupla função.

TVCA - E o medo de trabalhar em cemitérios? Nunca existiu?

Lino - No início, sim. Quando estudava, a minha professora sempre dizia para os alunos bagunceiros que ela iria prendê-los no cemitério para um fantasma os levar embora. Aí, ao chegar aqui, lembrei disso e senti um pouco de medo. Mas hoje não tenho mais.

TVCA - O senhor já viu ou ouviu algo que poderia ser uma assombração ou o senhor acha que isso é fruto da imaginação das pessoas?

Lino - Estou aqui há quase 40 anos e nunca vi nada. E, depois de tanto tempo, acho que não será agora que uma assombração vai resolver aparecer para mim [risos]. Isso está na imaginação das pessoas. Não acredito nisso. Um dia uma mulher estava visitando um túmulo e, de repente, ela me chamou. Olhou para o cruzeiro do cemitério e me perguntou se eu estava vendo três pessoas lá. Um de camisa azul, outro de camisa amarela e outro de vermelho. Eu disse que só via algumas velas acessas, mas ela afirmou que tinha três pessoas. Bom, eu não vi.

TVCA - Nesse cemitério estão enterradas pessoas que fazem parte da história da cidade. O senhor destaca alguém?

Lino - Sim. Sempre digo que o cemitério é um centro cultural. Têm muito estrangeiro enterrado aqui. Muitos japoneses, alemães, americanos, além das grandes personagens históricas como Peixoto de Azevedo, Rubens de Mendonça, João Ponce de Arruda, Barão de Melgaço, Júlio Muller. Todos foram enterrados aqui. Pena que esses não ajudei no enterro [risos].

TVCA - Tem algum funeral que lhe deixou lembranças por algum motivo?

Lino - Há sim. Já enterrei muita gente e também participei de muito funerais. Recordo-me do sepultamento da professora Oló, como era conhecida. Foi uma grande professora em Cuiabá e o velório dela foi muito bonito e tinha muita gente. O mais bonito que já vi foi o velório do desembargador Vandir Duarte. Um helicóptero ficou sobrevoando o cemitério durante um bom tempo depois do sepultamento, jogando pétalas de flores. Nossa, foi muito lindo, emocionante. Agora nunca vi esse cemitério tão cheio como foi no velório de Dante de Oliveira. Enquanto o caixão estava no final do cemitério, existiam pessoas que estavam do lado de fora, tentando entrar para acompanhar. Foi uma loucura nesse dia.

TVCA - O senhor se lembra de alguma situação engraçada que tenha vivido trabalhando aqui?

Lino - Não que seja engraçado, mas são coisas estranhas que já aconteceram. Um dia um rapaz trouxe a mãe dele aqui no portão do cemitério para visitar um túmulo. A mãe insistiu para ele sair do carro e entrar, mas ele disse que não tinha motivos para entrar no cemitério e que também tinha medo. A mãe ficou e ele foi embora. No outro dia pela manhã, ele estava morto e o corpo foi velado aqui. É muito estranho. Um outro fato que lembro aconteceu às vésperas do Dia dos Finados. Uma mulher veio limpar e arrumar o túmulo do sogro para o dia dos Finados. Ela passou horas enfeitando o túmulo, colocando flores, arranjos. Ela morreu durante a madrugada e pela manhã, no dia dos Finados, ela foi enterrada no túmulo que enfeitou.

TVCA - O que pensa que há após a morte?

Lino - Vamos para o céu ou inferno. Seremos julgados por Deus e o estilo de vida que levamos quando vivos é o que vai determinar para onde vamos. É o que a Bíblia diz e acredito. Os mortos estão dormindo, esperando o julgamento final.

TVCA - Existem muitos casos de invasões ou furtos no cemitério?

Lino - Infelizmente, sim. Aqui não existe nenhuma segurança. Não tem guarda, policiamento. E existem muitos furtos de placas, objetos de valor, arrombamento de túmulos, principalmente durante a noite. Fora as noites do pagode que acontecem aqui. Diversos jovens pulam o muro e fazem festas em cima dos túmulos. Trazem até instrumentos para tocar um pagode, além das bebidas e mulheres. Até os vizinhos escutam, mas não podemos fazer nada.

TVCA - Quais os objetivos que o senhor ainda pretende atingir?

Lino - Bom, na verdade acho que agora é hora de descansar. Posso dizer que estou com a missão cumprida. Infelizmente, devido à idade, não tenho mais o vigor e forças necessárias para trabalhar intensamente como antes. Sei que cumpri um grande mandamento de vida: honrei meu pai e minha mãe. Agora pretendo ficar mais com a família. Não sei o total de corpos que já enterrei, mas acho que, pela minha idade, já são suficientes. [risos]

TVCA - E, quando morrer, pretende ser enterrado aqui e fazer companhia àqueles que já passaram por suas mãos?

Lino - Sinceramente, não. Quando digo isso, as pessoas ficam bravas. Mas gostaria de ficar ao lado dos meus familiares e eles estão enterrados no cemitério do bairro Despraiado e não aqui. Apesar de ter ficado tanto tempo trabalhando no cemitério, prefiro que o meu corpo fique ao lado da minha geração. (KM)

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