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Necroturismo
Significado da palavra Cemiterio
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Montevidéu
inaugura "necroturismo" em cemitério do século
19 - 02/03/2009 |
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Ao cair
da noite em Montevidéu (Uruguay), dezenas de rostos que não
escondem a ansiedade se reúnem em frente à entrada do cemitério
mais antigo da cidade, dispostos a penetrar na atmosfera da morte com
um novo olhar: o do "necroturista".Curiosos de todos os perfis
e idades decidiram apostar nesta iniciativa da Prefeitura de Montevidéu,
que inaugurou na semana passada a primeira das visitas guiadas que percorrerão
periodicamente o cemitério público mais antigo da capital
uruguaia.Construído em 1835
e ampliado em 1860 e 1868, o Cemitério Central foi concebido como
um jardim cercado por arvoredos e túmulos no qual "era normal
ver pessoas caminhando", diz uma das pessoas que trabalham como guia
deste peculiar itinerário, a professora de História da Arte
Marta Sírtori. |
Quase 30 visitantes
formavam o grupo que Sírtori guiou no tour inaugural pelo cemitério,
ambientado pela música de quatro mulheres que tocam violino, violoncelo,
flauta e oboé em diversos pontos do local. Junto aos motivos religiosos
--como cruzes e imagens de Jesus Cristo-- e à simbologia mórbida
do local há âncoras (consideradas elemeA?K???ntos de salvação),
papoulas (flores que "conduzem ao sonho eterno"), e figuras
que mostram "a velhice e a passagem do tempo", como os relógios
de areia, indica Sírtori.Os anjos, intermediários entre
o céu e a terra, dividem espaço com símbolos maçônicos
e decoração militar, "em linha com as antigas Grécia
e Roma", acrescenta a guia. Os anjos, intermediários entre
o céu e a terra, dividem espaço com símbolos maçônicos
e decoração militar, "em linha com as antigas Grécia
e Roma", acrescenta a guia. Sírtori
afirma que o objetivo desta proposta cultural é "realçar
a arte motivada pela morte, e trabalhar com muito respeito e carinho pelas
pessoas que se foram". - LINK |
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Entre
os atentos visitantes está Marina, de 13 anos, que deixa por um
instante o grupo de turistas para fotografar com sua câmera digital
as diferentes formas que simbolizam a morte. "É
muito boa a ideia de visitar um cemitério desta forma", diz
Marina antes de fotografar um dos túmulos que exemplifica a "nova
arte funer&aacuA?K???te;ria, de linhas mais líquidas, muito mais simples",
como descreve Sírtori."A
arte de hoje não é uma arte carregada, como a dos séculos
18 e 19", diz a especialista, para quem o cemitério é
valioso não apenas pelas pessoas enterradas no local, mas também
pelas as obras que ele abriga. Com
seus monumentos e esculturas, o cemitério relembra a história
da capital uruguaia, e o passeio pelo local serve também para mostrar
um pouco mais sobre a arquitetura de Montevidéu. "Com
o percurso aprendemos sobre escultores e arquitetos, pessoas que também
fazem parte da nossa história", afirmou Andrea, outra das
visitantes. A rapidez com que as
cem entradas para o passeio se esgotaram foi comemorada por Sírtori,
que não esperava "tanta repercussão" desta nova
ideia em Montevidéu, mas que acontece há anos em outras
famosas cidades espalhadas pelo mundo.
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