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Cemiterio da China em Crise | cemitério vertical em Jaraguá

Acordo pode resolver impasse da construção de cemitério vertical em Jaraguá do Sul
Para que obra seja concluída Prefeitura decidiu fazer permuta de terreno e transformá-lo em municipal
Uma polêmica que se arrasta há pelo menos dois anos e meio pode ter seu fim nas próximas semanas. Isso porque os moradores do bairro Czerniewicz aparentemente venceram a queda de braço com a Funerária Leier e a Prefeitura sobre a construção de um cemitério vertical em uma área do antigo Cemitério Brüstlein, na rua Roberto Ziemann.

A principal reclamação dos moradores é em relação à poluição que o cemitério traria à região. Osni Rosa, proprietário de uma auto elétrica que fica bem em frente ao local cita o exemplo de Joinville para justificar a preocupação dos moradores.

Ele acrescenta que mesmo que os líquidos provenientes da decomposição dos corpos fossem descarregados no solo haveria problemas para os moradores. Isso porque o morro tem algumas nascentes e muitos moradores da vizinhança têm poços artesianos. Para Osni a água ficaria contaminada com a construção do cemitério.

Os vizinhos também reclamam que o espaço para a construção dos túmulos é pequeno e que a região não oferece muitas opções de estacionamento, já que a rua Roberto Ziemann é uma das mais movimentadas da cidade.

A solução encontrada pela Prefeitura foi fazer a permuta de um terreno perto do cemitério da Vila Lenzi com a área já construída no Czerniewicz. Assim, o Cemitério Brüstlein passaria a ser do município.

Porém, o presidente da Associação de Moradores do Czerniewicz, José Juarez Momm, só vai considerar a situação resolvida quando estiver tudo no papel e assinado pelas partes envolvidas.

— Por enquanto está tudo na base da palavra. O mais complicado que era a Leier aceitar a transferência já aconteceu, mas nós só vamos parar com a mobilização quando estiver tudo assinado — diz José.

Os moradores colocaram uma placa de protesto em frente ao cemitério e algumas casas possuem cartazes contra a construção nos seus muros.

Prefeitura quer acordo e funerária diz que nada está resolvido

Segundo o procurador geral do município, Volmir Elói, faltam apenas alguns detalhes para que a operação de permuta dos terrenos seja concluída e a reivindicação dos moradores atendida.

— Agora nós estamos fazendo um levantamento com a funerária sobre a área onde poderá ser construído o cemitério vertical — diz o procurador.

Ele informou ainda que as negociações estão bem avançadas, tanto que uma minuta prévia do acordo já foi redigida pela procuradoria. Elói diz também que, caso o acordo seja fechado, o antigo Cemitério Brümstlein passa a ser patrimônio da Prefeitura.

O local já foi tombado pelo Patrimônio Histórico porque foi o primeiro cemitério de Jaraguá do Sul. Porém, a administração ainda não pensou em como será aproveitada a área, que não recebe um sepultamento há cerca de sete anos.

O assessor jurídico da funerária Leier, José Carlos Mendonça, disse que prefere não se manifestar sobre o assunto. Ele falou apenas que ainda não existe nada resolvido.

Desapropria ção de túmulos

A administração dos cemitérios municipais de Jaraguá segue com o aviso para as famílias que possuem túmulos ou terrenos para que façam a manutenção deles. Segundo o Código de Posturas da cidade, os lotes podem ser desapropriados se for constatado o abandono por parte dos proprietários.

Não existe uma norma definida quanto ao tempo necessário para a abertura do processo de desapropriação.

— A partir de três anos, quando os túmulos já podem ser aberto e retirado os restos de quem está enterrado, já começamos a analisar a situação — diz o administrador dos cemitérios municipais, José Valdemar Montibeller.

Jaraguá tem cinco cemitérios municipais, dois no Centro, um no bairro Vila Lenzi, um no Chico de Paula e outro no Nereu Ramos. Atualmente cada lote custa R$ 140 e torna-se propriedade da família, que fica como responsável por fazer os serviços de limpeza e obras de conservação e reparação.


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