Platônico despertar

NO EXPLENDOR DOS TEUS SONHOS
VIAJO PELO TEMPO...
MEUS OLHOS NADA MAIS ENXERGAM
APENAS SEU VULTO A REPOUSAR...

COMO UMA NUVEM DE DADIVAS
A FAZER -SE TELHADO DE PAZ PARA
TEU CORPO,,MEUS INSTINTOS TE COBRE
DE DESEJO, E TE AMO NUMA MUDA SINFONIA
DE OPUS ABSTRATOS

OH ILUSTRE DESEJO DE UM MOMENTO
UM SÓ MOMENTO CONSEGUIR SACIAR
O DESEJO DE CONVENCER MEUS INSTINTOS
A CEGAR-SE AOS TEUS ENCANTOS.

 

Alma Flutuante

PALAVRAS POR COISAS QUE EU NUNCA SONHEI
UTÓPICOS PROJETOS DE SONHOS,DE UMA UTO-
PICA FELICIDADE.ENQUANTO MINHA ALMA SONHA
COM UM FUTURO,MEU CORPO VAGUEIA POR ABSTRA-
TAPETES

TENTO RECONHECER UMA ALMA OBSCURA
DENTRO DOS PASSOS QUE MEU CORPO ME ORDE-
NA.VIVO POR ASSIM VIVER,SONHO POR ASSIM SO-
NHAR,QUERO POR ASSIM QUERER E MEU DESTINO
PROSSEGUE DIREÇÃO AO MEU BREVE DESTINO
E ENQUANTO AGUARDO OS CONFLITOS FINAIS,
NO ANSEIO DE UM DIA ,MINHA ALMA EMERGIR...

SOMBRAS

BUSCO FRENTE AO ESPELHO
RESPOSTA PARA MINHA ALMA
SOLUÇOS MEU PEITO EXPRIME
ÂNSIA DE QUERER VIVER
DÚVIDAS ABSTRATAS...

EM ALGUM LUGAR DO UNIVERSO
MINHA ALMA PERDEU-SE EM CACOS
NÃO DEVO JUNTAR SEUS FRAGMENTOS
A VIDA SEGUE,TENHO QUE AGUARDAR

SEI QUE TERÁ OUTRO ACONTECIMENTO
AFINAL, A NOITE SEGUE POR ENTRE OS
ARBUSTOS E DIVIDE COM ELES O MISTÉRIO
TAMBÉM TENHO MEU TEMPO E ELE SE FINDA,
MINHA FACE NÃO JAZ NA TRISTEZA, NEM
MEU SUSPIRO É DE SOLIDÃO, APENAS VIVO.

MEUS OLHOS NÃO PODEM VER A AURORA
MEUS PASSOS INSISTEM EM ME CONDUZIR
POR DESCONHECIDAS TRILHAS E EU SIGO, MEU
CORPO SEGUE, ARRASTADO PELA MINHA ALMA
QUE ME CONDUZ A UM LABIRINTO, ONDE
MINHAS DÚVIDAS REVESTEM-SE DE UM TENRO
CREPÙSCULO...

Sã esquizofrênia

ÁS VEZES PENSO QUE MINHA ALMA VAI EXPLODIR
TENTO E NÃO CONSIGO ENCONTRAR MEU CHÃO E PARO
NESSE MOMENTO; UM VULTO DE MEDO APROXIMA-SE DE MIM
SINTO QUE ELE ME ALMEJA.
CHEGO A DESCONHECER O QUE MEUS OLHOS AVISTAM .

PENSO QUE SE DISSER ALGO NINGUÉM ENTENDERÁ
NEM AO MENOS TOMARÃO MEUS PULSOS. MINHA VIDA
ESTÁ EM FUGA. MEU QUARTO: MEU REFÚGIO ! É NELE
ONDE ME TRANCO E TRANCO MINHAS ANGÚSTIAS, MINHAS
HISTÓRIAS... HISTÓRIAS QUE TALVEZ UM DIA FAÇA EMERGIR
DOS LÁBIOS DE UM AMIGO OU ATÉ DE UM DESAFETO,
QUEM SABE, UMA LEVIANA RECORDAÇÃO, COMO TOCANDO A PEDRA FUNDAMENTAL DOS PRIMORDIOS DO ESQUECIMENTO...

NINGUEM OUVIRÁ MEU GRITO DE ANGÚSTIA, E ASSIM
MORREREI SORRINDO, OLHANDO CADA CENTÍMETRO DA
VIDA QUE ALI ME ABORTA E ME ENTREGANDO Á MORTE
QUE ME RECEBE. SE ME CONTAS O QUE HA DE VIR, Ó
PÁSSARO NOTURNO TE AGRADEÇO, AINDA QUE TU SEJAS
APENAS, MAIS UM FRUTO DO MEU AGÔNICO DELÍRIO

A VIDA ME ABANDONOU, NUM MOMENTO DE ESCURIDÃO
MEU CORPO INÉRTE NO CHÃO SENTIU TEUS PÉS...
TENTEI INVADIR MEU EGO NA CERTEZA DE ENCONTRAR
A CHAVE DOS MEUS SEGREDOS. ÀS VEZES SINTO QUE MINHAS
IDÉIAS NÃO COMUNGAM, O QUE SERÁ DE MIM? PERGUNTO AO
VENTO, ÁS NUVES, NINGUÉM ME RESPONDE... TERÁ MESMO
CHEGADO O MOMENTO? OU É APENAS UM POEMA? NÃO, EU
NÃO O TERIA CRIADO...

LÁGRIMAS DE UM ANJO CAÍDO

TRISTE, SIGO CABISBAIXO, LEVO NAS MÃOS UMA NEGRA ROSA E TENHO O PRANTO COMO CONFORTO A SAUDADE É MINHA CONFIDENTE E MINHAS LÁGRIMAS É O VEU A COBRIR MEU SINCERO LUTO. PASSOS SECOS AO MEU REDOR ME FAZEM RECORDAR QUE VIVO, TODAVIA MEUS LÚGUBRES OLHOS JAMAIS OUSARIAM AVIVAR E O CORAÇÃO SEGUE... APENAS CUMPRE SUA FUNÇÃO... ELE NÃO COMUNGA COM QUALQUER ÍNDICE DE ALEGRIA. MURMÚRIOS INVADEM MINHA ALMA... MEU ÍNTIMO TEME O TRAVESSEIRO.

Á FRENTE QUEM VAI? AO MEU LADO QUEM ESTARIA? MEUS OLHOS NADA VEÊM... APENAS NUVENS... PARA ONDE ESTÃO A LEVAR-TE? ESTARÃO MESMO A LEVAR-TE OU SERIA APENAS UMA BREVE MUDANÇA DE LUGAR NA ESTANTE DE NOSSAS VIDAS? TALVES NOS ENCONTREMOS NA OUTRA PONTA DESSA MESA... AH, QUEM DERA HOJE, AGORA FÔSSEMOS TÃO SOMENTE OBJETOS... ELES NÃO CHORAM...

NÃO SABERIA INTERPRETAR TANTA BELEZA NESSES ARVOREDOS E ESSA BELEZA EM PEDRA AGORA NÃO É SEDUTORA AOS MEUS OLHOS, TAMPOUCO OS ANJOS E SEUS CLARINS. ASSIM COMO NÃO PERMITO-ME O ATO DE JOGAR-TE UMA ÚLTIMA ROSA POIS PREFIRO QUE SUA BELEZA NÃO SEJA MACULADA NUM SIMPLES RITUAL DE ÁRDUA TRISTEZA...

AOS POUCOS, O LINDO CENÁRIO FÚNEBRE É ABSORVIDO POR PUNHADOS DE FRIAS MATRONAS CAMUFLADAS EM MÃOS QUE EM BREVE SERÃO LAVADAS COM ASCO E EM SEGUIDA, USADAS EM REVERENCIAS PAGÃS E ABSTRATAS... E ASSIM TERMINA TUA VIDA E MAIS UMA VEZ EIS QUE A CORTINA SE ABRE, MAS PARA QUE EU ENTRE E TENTE CRIAR UMA VIDA INEXISTENTE POIS A MINHA, REPOUSA JUNTO AO TEU CORPO NO CREPÚSCULO DE TEU JAZIGO...

Meu Adeus

Quando um último suspiro percorrer meus findos pulmões
Saberei que é chegada a hora de meu corpo desvencilhar-se
da minha cansada alma.

Nesse derradeiro instante,meus lábios apenas se moverão
E te suplicarei para que poupe meus últimos instantes de
Ver-te a lamentar-se

Não desejo que flores alegres do campo,venham adornar
Meu gélido esquife. Deixe-as em seu derradeiro campo a
Alegrar alguém ou algo que resiste.

Não entre no túnel do silêncio, não cubra teu corpo de luto
Minha viagem é inadiável e tua vida ainda prossegue.
Não permita que os cânticos se calem nem que suas alegrias
Se percam nos arredores da solidão.

Eu parto, como a noite,todavia não haverá troca pela manhã
É um poeta que segue seu derradeiro destino, assim deve ser
Pois é o dogma da vida.A cortina se fechou ,e o último ato
Vem composto de um triste cenário,mas não deixa de ser
Um espetáculo.

Num último segundo minha mente me consumirá em
Vazias recordações de meu passado errante,onde talvez
Minha alma tenha me consumido. De tudo, nada levarei
Somente e tão somente, o adeus de seu olhar.

Incógnita

Aquilo que era real aos poucos distancia-se
do que era um desejo. A noite chega e em
seus braços adormece um noturno pássaro...
Assim, o luar com um lúgubre olhar, numa fúnebre
sinfonia, cobre a noite com lânguidos suspiros.


Eis um cenário em que, sangrentas lágrimas,
por face rolava, e afagava com lástima mórbidos
lábios adornados de luto. Sabe ela que por longos
séculos, percorrerá aquela nave... ela sabe...
sua visita é inevitável, ainda que machuque.

Nesse ato litúrgico, segue uma alma conduzida
em andor de cimento e languidamente se aproxima
de seu derradeiro destino,assim segue a noite
entre suas incógnitas trilhas"

Conflitos da Alma

Óh sorte negra
notícia que chega
coração que palpita
alma que queima

Medo que impera
Remorso que gera
Temor de uma terra
Pra onde quizera
Jamais visitar

Semblante que desce
Luar que escurece
Idéia que surge:futuro
não terás.

E agora destino?
O que se fazer?
cumprir minha sina,
Correr contra o tempo,
Me lavar em prantos?
ou a mim merecer?

Pensar que a morte
Não vence a sorte
Que tenho um lema:
Meu lema é viver !!!!!

Obrigado

Muito obrigado a você que me fez morrer a cada dia
Que não notou o sorriso que pra ti preparei com amor
Muito obrigado por distanciar-se quando de ti, me aproximei.

Muito obrigado por não ser capaz de interpretar
O poema que pra ti recitei em forma de lamento
Obrigado por não ter deixado que eu revelasse o meu amor.

Obrigado por não ter notado o quanto eu te amava
Obrigado por não ter sido capaz de decifrar a incógnita,
Que se formou em meu peito, no momento em que te conheci.

Obrigado por não ter notado, que ao te encontrar,
Eu comecei a viver.
Enfim, obrigado por não ter permitido
Que minha vida seguisse adiante


Retrato

Daquilo que sou, daquilo que fui, do que serei
numa negra moldura envolta a laços barrocos
Onde sonhei, e hoje sou um utópico sonho. Talvez
haja uma resposta. De nada servirá seu teor,ou
estará seu destinatário a viajar por entre abstratas
nuvens.


Seus segredos, seus mistério soltos numa nova imensidão
uma desconhecida abstrata imensidão. Serei então foco
de olhares, saudosos talvez de um, quem sabe, eterno sensível
poeta.


E ali permanecerei, tendo meus olhos como guardiões
do cenário que me fará prisioneiro.Agora fica aos olhos
minha matéria pois meu amâgo partirá por entre gélidas
nuvens nesse abstrato horizonte.Agora, nada mais sou,
além de um pássaro, navegando em seu introspecto


Minha vida segue, seu percurso me inundou de ausência
mas também me adornou de ósculos, sim tive meus momentos
de eterno jardim perfumado que me embalaram em noites
em que eu jazia em busca de um morto coração, na fuga de
vãs palavras armadas de indagações...


Todo o meu papel finda-se aqui, palavras e cantos, abraços
e prantos, aqui sepultarei, por quais caminhos irei? Não tenho
em minha confusa mente, mas sei que irei, na certeza de que
entre acertos , errei, entre erros acertei e num ritual de solidão
oculta, minha alma criou essa tela onde enfim,sentirei perpetuada
a minha inerte imagem...

Lágrimas de Fel

Por que a lágrima que escorre da minha face é amarga?
Amarga assim como minha alma,
Uma dor rasga meu peito...
Uma dor tão grande como o vão do universo,
Uma sensação de um enorme vazio...Saudade,
Tão vazio como o nada que vive no nada,
Vazio que fica cheio quando estou com você,
Um cheio preenchido com o amor que vive em nossas almas,
Desculpe-me por agora chorar lágrimas amargas,
Mas elas não são voluntárias,
Elas não são bem vindas,
Mais elas brotam em meu rosto quando penso o quão longe tu esta,
Brotam para mostrar-me como te quero aqui,ou ali comigo,
O local tanto faz...
Tais lágrimas só não correm mais em mim quando lembro...
Teu olhar,teu sorriso, teu amor por mim...
Sinto-me castigado pelo mundo,
Uma cruz tão pesada de carregar...
Quero olhar frente a frente teu olhar,
Sentir teu abraço, teu cheiro...
Quero parar de chorar,
Quem me chamaria de fraco por derramar lágrimas de amor?
Te amo como os pássaros amam voar,
Te amo como as estrelas amam os céus,
Te amo como um pré-destinado ama sua pré-destinada,
Te amo...Te amo...Te amo...
Te amo por que sei que não sofreremos mais,
Te amo por que sei que nossos corações e almas estão juntas,
Te amo por que logo estaremos juntos em corpos também,
Eu te amo...simplesmente por que você e você.

Eu te amo!!!

Fallen Angel

Sinto meu corpo queimar por dentro,
Sinto como se asas rasgasem minhas costas,
Sinto como se um sentimento vazio tomasse conta de meu ser,
Sinto perder o ar que respiro,
Sinto como se perdese a minha humanidade aos poucos,
Nao sinto dor,
Nao sinto odio,
Nao sinto amor,
Nem mesmo rancor,
Sinto que um dia o céu me pertenceu,
Sinto como se conhecece a cada centímetro do paraíso,
Sinto como se tivesse sido abandonado pelo meu criador,
Expulso, jogado, chutado do meu lar,
Deixado em um mundo desconhecido,
Sozinho...solitário,
Deixado apenas com o vazio do tamanho do universo dentro de mim,
Um vazio que cresce a cada desprezo seu,
Um vazio que cresce a cada vez que lembro o teu semblante,
A cada vez que lembro que foi abandonado por ti,
E mesmo sendo deixado de lado por ti,
Me julgas como anjo caído,
Como filho pródigo,
O filho rebelde,
Me trata como se você fosse a luz,
E eu as trevas,
Meus sentimentos sao apenas reflexo do teu desprezo,
Desprezo do meu criador,
Do que me chamava imagem semelhança,
Hoje ele é apenas uma má lembrança,
Sou filho teu,
Mais sou anjo que caiu,
Jogado no mundo lá fora,
Anjo sem sentimento,
Sem amor por ti,
Sem ódio,
Sem rancor,
Apenas um ser vazio,
Assim como você,
Sou sua imagem,
Sou sua semelhança.


"Dedico essas palavras ao meu pai,
minha imagem,
Minha semelhança"

Solidão de sangue

Sinto um grande vazio em minha alma,
Um vazio tão imenso que o universo se torna pequeno,
Um vazio tão imenso que me joga em um abismo de medo,
Um medo que consome meu ser lentamente,
Um medo que consome meus pensamentos,
Minha sanidade e minha loucura estão interligadas por um fio de seda,
Minha solidão é como lâmina que esta para romper este fio,
Solidão que força alguma emoção.
Não....não posso mais chorar,
Minha face não se manchará mais com essa dor,
Mais não posso evitar que minha alma chore,
Choro tão agonizante que me parece demônios interiores,
Um choro sofrido e abafado pela vergonha do orgulho,
Um choro tão manchado pela dor que se torna alto e claro,
Apenas o teu abraço pode amansar meus demônios,
Teus braços aconchego do amor,
Quero sentir teus braços como asas de um anjo,
Quero sentir tuas asas me confortando,
Afagando meu choro deprimido,
Sentir teu cheiro ao menos uma vez,
Sinto-me trancado dentro de mim mesmo,
Eu grito...mais ninguém me ouve,
Eu corro...mais nunca chego,
Eu te amo, sou amado por ti, nos temos,
Mais ao mesmo tempo não nos temos.

Luz do meu ser

Meu coração era um vale negro corrompido pelas trevas,
Coração que nao amava,
Coracão que nao sentia,
Coração que nao temia,
Hoje meu coração e ilumidado pelo brilho do teu sorriso,
Meu coracão te ama,
Meu coracão sente sua falta aqui ao meu lado,
Teme te perder,
Não posso mais dominar meu coração,
Pois meu coração nao me pertence mais,
Entreguei ele em tuas mãos,
És a dona dos meus sentimentos,
És dona dos meus pensamentos,
Você nao me sai da cabeça,
E tão pouco do meu coração,
Cada segundo és lembrada por meus pensamentos,
Cada segundo és sentida por meu coração,
Vivo em meus sonhos os nossos sonhos de estar um ao lado do outro,
Tocar você a cada centímetro,
Beijá-la em seus lábios,
Me perde na imensidão do teu olhar,
Viver ao teu lado,
Morrer ao teu lado,
Quero suspirar no teu ouvido minhas últimas palavras,
Palavras que serão lembradas por toda uma vida,
Pois palavras verdadeiras nunca são esquecidas,
Essas palavras sao as únicas que posso usar para descrever o que sinto por ti,
As palavras que direi ao seus ouvidos...EU TE AMO

Maldito sentimento

Maldito espinho que faz meu coração sangrar,
Ilusão que vem minha visão a cegar,
Tormenta que vem meus pensamentos dominar,
Um sentimento que faz minha alma tão negra quanto o vão do universo,
Algo que faz meu peito se encher do vazio da solidão,
Uma sensação de solidão que se vem em meio a multidão,
Algo tão repentino quanto um raio em meio da tempestade,
Tao certo quanto a morte aguardada,
Que será tau sensação,
Não sei como definir até então,
Queria apagar tau tormenta de minha vida,
Vida que não sei se posso mais rotular assim..."Vida",
Este sentimento talvez tenha um nome,
Ele se chama " AMOR ",
Uma rosa negra que crava seus espinhos no peito de alguém que ama e não e amado,
Um veneno que corre em minha veias,
um sentimento que me atormente....
Livre-me dele....

Lord Stadler - Fallen Angel
Solitary Man
Meretriz

"No gume da navalha
encontrava-se sangue fresco,
sobre o chão molhado,
crucificada, rumo ao paraíso,
aquilo que'u chamei de "amor".
Em seu leito de morte
envolta por arrependimento, suplicou
pela vida.
Entre o vento gélido da noite
e o murmurar melancólico da chuva,
aquela faina sanguínea findou-se"

 

Caminho sem volta

"Ferimentos mórbidos, causaram a minha vida,
Portas jamais abertas, assim continuarão,
Para todo o sempre, lágrimas derramarei.
Em um caixão, tu te fostes, levanto consigo
Todo o paraíso que, em seus braços encontrei.
Agora, sem seu amparo, cabisbaixo estou
"Vivendo" sem rumo,agonizando na mais amarga solidão
Implorando por sua vinda, de nada adianta!
Conheço o fim da história, tu não voltarás, nunca!
Agora, há apenas lembranças, medo, desespero
dentro de minh'alma, afogando meu coração
em lamentações mas, logo estarei bem, pois,
pouco a pouco estou morrendo e, com o descanso
eterno, voltarei a sonhar com dias melhores..."

Wilson Fernandes

SOLIDÃO
A imagem da lembrança que satura
a solidão tremenda e cruciante
aumenta na alma a dor, se imagina
e predisposta a mente alucinante.
Fadário triste para quem procura
suavizar a dor, não obstante
ser impossível, pois a desventura
de tão cruel deixou de ser constante.
São uns momentos raros de alegria
em que flutua a mente em fantasia
se esta doce ilusão fora um remédio.
Mas cada vez que o coração palpita
Volta a saudade ingrata e circunscrita
à solidão nostálgica do tédio.

Poemas

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Anjo das Trevas - Antonio Felix

 

Alma Adolescente

Alma adolescente, meiga alma, inocente alma,
Nem tanto inocente, mas quase, adolescente
Alma que emerge, de um tétrico jardim
De onde colheu sementes de futuro

Alma precisa, real, positiva assim, reviver
Render-se sem medo ao sabor da vida
Ainda que seja de dissabor
Da ponte traiçoeira atravessas e queira
que o outro lado a ti reserve, um não muito
áspero castigo .

Se haverá lúgubre manhã... pode ser que consigas.
Se teus olhos enxergarem o fio, certamente seguirás
Tente pois, assim uma alma tentou e vingou
Segue e por entre arbustos, seus olhos verão orquídeas...

E não tente descobrir quem as cultivou
Pode ser que tua alma lhe explique
Que em certo tempo na ampulheta, seu otimismo
repousa...

 

Engano

fruta, doce fruta e lá vai você, pendurada na árvore
de seu sustento... e voltarás, certamente voltarás
vai-te fruta, dependurada no monstro de ferro
ele certamente te levará, a teu destino...

não chegaram aos seus destinos aqueles
que ele tragou, mas por certo tem alma absolvida
vai-te então, segue dependurada a correr a sofrer
a viver... tua cria te espera... a maciez do corpo sedento
te sorri...

sofra! não é de todo mal... terás sua recompensa. ainda
que venha no doce aroma do retorno, não é de todo mal
volte, resista, faça com que seu coração se esqueça que és
condenado e, não se preocupe, seus olhos simulam um
talves amanhã...


 

Abandono

Olhos profundos, em súplica, quem ouvirá?
quem entenderá? Corpo solitário ferido e
cansado. Busca no horizonte sonhos, sonhos
utópicos de um futuro, talvez. Alegria que atracou em portos passados
e ali ficou, alma abstrata a desejar, ainda
que por minutos, ser o cãozinho da casa
ao lado.

Coração canino, mas CORAÇÃO, desejando
um meigo carinho ainda que momentâneo
a vontade de se entregar ainda que num afago
passageiro.

As forças se enfraquecem diante da cruel
realidade de outrora o cão feliz, hoje nada além
de um ser, aqueles a quem chamam de
"vira latas"

Cruzam-se dias e noites, semanas e meses, tempos
acontecem, passam, não importa para alguém que
nada tem, ser sem dono é não ser. Então, para que observar
o tempo?

A fome a ferir cruelmente o estomâgo sem opção
O frio entristecendo o olhar,
Não tendo raça, o lar é a praça. A vida assim te revela
O preconceito impera e em chutes e pedras ferem não
apenas o corpo, ferem uma alma.

A indiferença é o teu bom dia, e o "sai daqu !" é
seu "olá!", não sabe se é novo ou velho, não tem cidade
não tem seu dono, não tem idade.

Os olhos a olhar a paisagem bela desejando
quem sabe, avistar um abstrato futuro que
dará fim a sua busca das mãos que na rua
o abandonou , do coração que sua solidão
prefaciou.

Um dia, aplacou a solidão de um coração
humano.Foi alegria de um retorno para casa
um dia, ofereceu um ósculo na arte de uma
lambida desejando assim, secar possivel
lágrimas.

E sua vida segue, segue com a certeza de que
Seu amor incondicional foi deveras retribuído
com o ferimento do abandono, todavia, repousa
o corpo no leito-sarjeta e espera...

Até que mancebo de vestes brancas e terno
sorriso, com lágrimas habituais ao ouvido
justifica: "é melhor assim para que pare de sofrer"
Concorda assim, afinal o que se fazer?

Eis que alí derrama o teu futuro
Eis que a morte te abraça e ternamente
te liberta de um tão acre viver..."

(Poema dedicado a todos os cães cruelmete abandonados por seus donos)


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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