Sobre
o Cemiterio Quarta Parada Fundação
em 6 de janeiro de 1893 |
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Cemitério Municipal da Quarta Parada
Lara Aline AC – Equipe Cemiteriosp – lara@cemiteriosp.com.br
Em 06 de janeiro de 2011, o Cemitério da Quarta parada
completou 118 anos. Este
cemitério é um dos tradicionais da capital Paulista pelo fato
de ser antigo e de ter em
seu campo personalidades importantes para a história de nosso país.
É com grande
prazer que relembramos a matéria já aqui publicada, porém
com alguns acréscimos.
O Cemitério da Quarta Parada ou Cemitério do Brás foi
fundado em 6 de janeiro de
1893, está localizado no Distrito do Belém, entre os distritos
do Tatuapé, Água Rasa e
Móoca, em São Paulo. Sua área compreende aproximadamente
183 mil metros
quadrados e tem cerca de 400 mil pessoas sepultadas, entre elas personalidades
como o
apresentador Jacinto Figueira Junior conhecido como o Homem do Sapato Branco,
o
músico Arnaldo Rosa do grupo Demônios da Garoa, o jornalista
Hélio Ribeiro, o expresidente
do Sport Club Corinthians Vicente Matheus e Felisbina Muller considerada
uma santa popular por lhe ser atribuídos milagres. Este cemitério
é um dos mais
visitados na cidade. Em 2007 recebeu 70 mil pessoas no dia de finados e em
2008 esse
número subiu para 100 mil pessoas. O nome Quarta Parada deriva da linha
férrea (hoje
desativada), que se desenvolveu no local à partir do séc XX
oriunda do
desenvolvimento da imigração européia (italianos e portugueses)
em São Paulo. O trem
fazia no local a sua quarta parada durante o percurso em direção
ao Município de
Cachoeira.
Histórico
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A Rua do Gasômetro
era conhecida como a “ rua detrás do cemitério”
por estar localizada na época atrás de um cemitério
que após ser desativado deu lugar a Capela do Senhor Bom Jesus
do Matosinho. O cemitério foi transferido para o Largo São
José do Belém. O atual largo São José do
Belém era o antigo Cemitério do Brás, desativado
em 1872. Em 1897 criou-se a paróquia de São José
do Belém desmembrada da paróquia do Bom Jesus do Brás. Uma capelinha que existia dentro do antigo cemitério passou a ser a matriz da nova paróquia. Em 1898, também desmembrado do Distrito de Paz (algo como bairro) do Brás, surgiu o Distrito de Paz do Belenzinho. |
| Rua do Gasômetro, final
dos anos 40.
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A Quarta Parada - se bem que há quem diga que essa é na realidade a Terceira Parada. A foto foi tomada na revolução de 1924, quando uma locomotiva a vapor foi derrubada ali |
O cemitério da
Quarta Parada deve seu nome à Quarta Parada da Central do Brasil, parada que já existia na época (sim, havia a segunda, até a sexta parada - a primeira, supostamente, era a estação do Braz) em que o subúrbio ali ainda ia somente até a velha estação da Penha, na rua Coronel Rodovalho, depois de fazer uma curva junto da velha e não mais existente hoje estação de Guaiaúna. A Quarta Parada ficava na esquina da avenida Álvaro Ramos com a linha férrea, hoje um local murado. |
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Capela |
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Vista ampla do cemitério, no bairro
do Tatuapé. |
Em maio de 2008 o Cemitério
foi alvo de vandalismo, 85 placas de bronze foram furtadas. Felizmente
os ladrões foram surpreendidos pela polícia pulando o
muro e foram presos. Eles confessaram que iriam vender as placas em
um ferro velho. A fundação do Cemitério da Quarta
Parada foi realizada após a do Cemitério da Consolação
e antes do Cemitério do Araçá. É importante
ressaltar que o Cemitério da Consolação, inaugurado
em 1858, apesar de ser Municipal, passou a abrigar jazigos e túmulos
da burguesia cafeeira e de importantes personalidades. O Cemitério
do Brás, tornou-se com o tempo lugar de inumação
popular, conservando um grande contingente de origem italiana. Já
o do Araçá, construído em 1897, passou a ser palco
de enterramento de segmentos médios da população
e de profissionais liberais, muito deles imigrantes. |
Personalidades
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Vicente
Matheus Zamora – Espanha 28/05/1908 – São Paulo 08/02/1997 Considerado um dos maiores dirigentes da história do futebol brasileiro. |
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Sobre o seu túmulo havia um disco
de bronze que foi furtado. |
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Em outubro de 2008 seu túmulo
encontrava-se interditado pela administração sem motivo
aparente ou divulgação pública. |

Santa Felisbina Miller
Sua história é desconhecida. O ano do sepultamento
é de 1923. Alguns anos após a sua
morte o corpo foi exumado e encontrava-se inexplicavelmente intacto. O mesmo
ocorreu por mais duas exumações. Não há registros
sobre o seu enterro nos livros do
cemitério, pois o primeiro registro data do ano de 1941, ou seja, após
18 anos de seu
sepultamento. As únicas visitas que recebe são as da população
em geral que lhe atribui
milagres.
Placas de agradecimento a Santa Felisbina Miller

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Jacinto Figueira
Jr. 04/12/1927 a 27/12/2005 Ousado e inovador, Jacinto ficou conhecido nos anos 60 como o Homem do Sapato Branco . O jornalista teve a idéia dos sapatos brancos por considerar que as pessoas que os usavam como médicos e dentistas, eram pessoas de bem . Desenvolveu trabalhos na Rede Globo, Bandeirantes, SBT e na extinta Rádio Nacional. Gravou canções e participou de fotonovelas. Jacinto Figueira Jr. Sofreu um derrame que comprometeu sua saúde. Faleceu aos 78 anos no Hospital Beneficência Portuguesa em São Paulo devido a falência múltipla de órgãos. |
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Arnaldo Rosa 0/0/1928 a
11/02/2000 Líder e um dos fundadores do Grupo Demônios da Garoa em 1943. Fez parceria com Adoniran Barbosa. Faleceu no Hospital São Lucas, em São Paulo, vítima de hemorragia digestiva aos 71 anos. Durante seu sepultamento amigos e familiares tocaram a tão conhecida música Trem das Onze. |
Seu Nenê (1921-2010) Fundador e presidente de honra da escola de samba Nenê de Vila Matilde, Alberto Alves da Silva, morreu aos 89 anos. A Nenê da Vila Matilde tem 11 títulos nos carnavais paulistanos e "Seu Nenê", presidente por 47 anos, participava de todos os desfiles. |
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Helio Ribeiro
(1935-2000) José Magnoli, cujo nome artístico foi Hélio Ribeiro, nasceu em São Paulo, 24 de julho de 1935 e faleceu na mesma cidade em 6 de outubro de 2000 foi radialista, jornalista e narrador brasileiro. Ribeiro tornou-se célebre na década de 1970 por suas crônicas de opinião para o Jornal do Meio Dia, da Rádio Bandeirantes. Sua voz de tom barítono inspirou Chico Anysio para criar o personagem Roberval Taylor. Chegou a atuar nos Estados Unidos como narrador para diversas empresas, incluindo a Paramount Pictures e a Twentieth Century Fox. |
| A partir de meados dos anos oitenta tornou-se correspondente das rádios Globo, Excelsior e Bandeirantes. Em 2000, veio a falecer, tendo sido sepultado no cemitério da Quarta Parada, deixou esposa e sete filhos. |
Família Yonamine A família Yonamine é de Origem Japonesa, da cidade de Okinawa, descendentes do Sr. Miyashiro Kaná, que era agricultor no Japão e começou a trabalhar no Brasil como carroceiro tornando-se um dos primeiros agricultores no paós, em 1919. A família se instalou em Ipauçu, na região de Ourinhos em São Paulo, onde praticavam o plantio de algodão. |
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Curiosidades
O Departamento
Histórico do Estado de São Paulo iniciou um projeto arqueológico
nos principais pontos da cidade. Dentre esses pontos foi encontrado
no Cemitério da Quarta Parada uma urna indígena. Esse
e outros materiais estão expostos no Sítio Morrinhos na
Rua Santo Anselmo, 102, no Jardim São Bento. A visitação
pode ser feita de terça a domingo das 09:00 às 17:00.
A entrada é franca. Para maiores informações pode
ligar para o local : (11) 2236-6121. |
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Urnas funerárias indígenas
para guardar cinzas. |
Quando eu morrer quero ficar
(Ode a Mário de Andrade)
Quando eu morrer quero ficar,
Ao lado de meus amigos.
Sepultado no cemitério do Brás.
Na Quarta e Última Parada.
Saudades.
Meus pés enterrem...
Num campinho da várzea antiga.
Na baixada do Glicério meu sexo.
A cabeça no grupo escolar.
Lembranças.
No Museu do Imigrante
Afundem meu coração brasileiro.
Não esqueçam como vivi.
Junto de duas pátrias.
Amadas.
Nos Correios enterrem minha pasta de Office Boy.
Meu ouvido tampe-os com algodão
Não quero ouvir mais besteiras.
Asneiras.
O nariz que cheire as rosas.
No Jardim do Edem.
A voz deixe na Liberdade.
Maldade
As nádegas.
Nos bancos da Paulista
Os olhos no esquife da mulher.
Amada.
As mãos deixem presas, juntas.
No coração. No Incor.
Os joelhos, na Igreja do Brás.
As tripas, já as perdi.
Esqueçam.
O Espírito é de Deus,
Deixe embalado, no Paissandu,
No colo da Estatua Mãe Negra.
Aos inimigos deixem o Epitáfio.
Kardecista: Volto Logo!
Rubens Ramon Romero
FONTES:
www.douglasnascimento.com/blog/vicente-matheus-esta-esquecido/
www.wikipedia.org.br
noticias.terra.com.br/imprime/0,,OI3301763-EI306,00.html
veja.abril.com.br/vejasp/311001/comportamento.html
www.flickr.com
www.terra.com.br/istoegente/94/reportagem/jacintho_figueira.htm
www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u56317.shtml
www.demoniosdagaroa.com.br
www.saopaulominhacidade.com.br/historias.asp?ID=0&autor=Rubens%20Ramon%20Romeroportal.prefeitura.sp.gov.b
r/subprefeituras/spmo/dados/ponto_referencia/0001
http://radialistaediziolimaedizio.blogspot.com/2010/08/grandes-nomes-do-radio-paulo-edson-e.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/H%C3%A9lio_Ribeiro
http://terceirotempo.ig.com.br/quefimlevou_interna.php?id=890&sessao=f
http://blogdogiesbrecht.blogspot.com/2010/11/memoria-ferroviaria-paulistana.html
http://www.dgabc.com.br/News/5833683/corpo-de-seu-nene-e-enterrado-em-sao-paulo.aspx

www.cemiteriosp.com.br - Jan/2011- São Paulo – SP – Brasil